O método veio antes do app
Quem escreve isto

Sou Thiago Ianino, tenho TDAH e sou desenvolvedor de software há mais de cinco anos.
Nas semanas mais exigentes, eu sempre sentia a mesma necessidade: organizar as demandas e planejar o dia. Não por gosto de planejamento — por duas coisas concretas que ele me dava. A confiança de que eu ia dar conta de tudo, e a leveza de me ocupar só da tarefa da vez, sem carregar as outras junto. As duas vêm da mesma coisa: clareza.
O processo que me dava superpoder
Era sempre o mesmo, e sempre à mão:
1. Descrever todas as demandas num bloco de notas.
2. Quebrar cada uma em várias tarefas pequenas.
3. Estimar cada tarefa — 15 minutos, 30 minutos, 1 hora.
4. Encaixar tudo no calendário.
5. Focar em uma por vez no horário dela, e atualizar o bloco de notas com o progresso.
Funcionava absurdamente bem. Eu conseguia esvaziar o córtex pré-frontal e apontar o foco para uma tarefa de cada vez, quase magicamente. Nessas semanas eu me sentia hiperperformático.
E os quatro lugares onde ele quebrava
Semana após semana, os mesmos pontos de dor apareciam — e nenhum deles era o método. Eram o custo de mantê-lo.
1. Estruturar tudo à mão é repetitivo. Digitar e formatar cada demanda no bloco de notas, toda semana, do zero.
2. O bloco de notas não escala. A facilidade de organizar num arquivo de texto evapora quando as tarefas se acumulam em dias e contextos diferentes.
3. Preencher a agenda é trabalho braçal. Transferir tarefa por tarefa para horários que mudam a cada dia, manualmente.
4. Replanejar custa quase o mesmo que planejar. Se algo muda depois do dia já montado, refazer o encaixe dá quase o mesmo trabalho de ter feito do zero. E é sempre no meio de um dia ruim que isso acontece.
Por que isso virou um produto
Criei o Tarefinha para manter os benefícios desse processo e automatizar exatamente esses quatro gargalos, com software e IA.
A convicção por trás disso é simples: a maioria dos apps dá ferramentas para se organizar, mas não reduz o esforço de se organizar. Eles assumem que a parte difícil é guardar a informação. Não é. A parte difícil é quebrar, estimar, encaixar e refazer — toda semana, para sempre.
O objetivo do Tarefinha é dar às pessoas a produtividade desse método sem precisar aprendê-lo nem gastar esforço para mantê-lo. Você fala a bagunça do dia; ele quebra, estima e encaixa. Quando o dia vira, ele refaz.
Decisões que a gente tomou de propósito
Desktop primeiro. O trabalho que trava é o que acontece no computador. O modo foco só funciona como janela flutuante sobre as outras — isso não existe no celular. A versão mobile está a caminho, mas não era por onde começar.
Offline-first. Seu dia fica no seu computador e sincroniza quando houver conexão. Um app de organização que só funciona online falha exatamente quando você precisa dele.
Sem gamificação. Nada de ofensiva, streak ou ponto. Sistemas de recompensa quebram no primeiro dia ruim e transformam a quebra em mais um motivo de culpa.
O que não somos
O Tarefinha não é tratamento e não substitui acompanhamento profissional. É uma ferramenta de organização feita com o cérebro TDAH em mente — nada do que está aqui ou nos nossos guias é orientação médica.
Também não somos o app mais barato do mercado, e não somos os mais completos. Se você já é organizado e só quer uma lista, o Todoist faz isso muito bem e mais barato — escrevemos sobre isso na comparação.
Onde estamos
O Tarefinha está em beta, é feito no Brasil e em português. Ainda é um produto novo, o que significa que ele muda rápido e que a sua reclamação tem chance real de virar mudança.
O Tarefinha é um produto da INCOM Negócios Digitais Ltda, CNPJ 58.062.628/0001-00, em São Paulo.
Fala comigo em suporte@tarefinha.io.
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